Educação, um instrumento de transformação!

12/11/2017

 

Sempre que penso sobre as necessidades básicas de uma pessoa, junto com a comida, alimento... me vem educação, conhecimento... depois saúde e segurança

E no mesmo instante sou arremetida para aquele princípio que diz, "mais eficiente que dar o peixe é ensinar a pescar"... que por sinal acredito fazer todo sentido.

Afinal autonomia é importante e condição básica para experienciar a sensação de liberdade. 

E se eu tivesse o poder de eleger a ordem de prioridades dos investimentos do nosso país, a educação estaria na frente de tudo. Maluquice minha, não é? 

 

Mas... então vamos apenas imaginar:

 

Um povo educado cuida melhor da sua saúde, porque adquire hábitos de higiene e limpeza pessoal (e do ambiente). Espera-se que naturalmente tenha atitudes mais saudáveis, e quem sabe faça exercícios físicos. Dá valor à vida, e sua consciência não permitirá ações que poluam as águas dos rios, lagoas e oceanos. 

 

Um povo educado cuida melhor do seu lixo, ou melhor ainda, produzirá menos lixo e cobrará tratamento sanitário e água potável nas urnas. Possui o conhecimento que gera sabedoria e vai exercer seu poder na hora do voto. 

 

Uma pessoa educada é solidária com o sofrimento de seus afetos (quem sabe até dos não afetos) e não negará ajuda a quem seus braços alcançar. Ela funciona como multiplicadora do conhecimento porque é assim o fluxo natural das coisas. Somos compelidos a compartilhar, isso está no nosso DNA. 

 

Um cidadão educado não toma do outro o que não lhe pertence. Não agride, nem fere porque dá valor à vida, à sua e dos outros. Um povo educado não rouba, não corrompe. Ele tem claro entre seus valores que corromper é tão errado e grave quanto submeter-se à corrupção. Sabe que se tentar tirar vantagem, alguém será ludibriado, e isso não é educado muito menos ético. 

 

A educação promove milagres, eu não tenho a menor dúvida disso. E numa sociedade justa que oferece oportunidades a quem busca e merece, ela tem o poder de transformar vidas.

 

Penso que assim, na forma que descrevi o "povo educado", parece hipotético, irreal e fantasioso, não é? Esse país e esse povo não existe! Mas eu não posso sonhar??? Não posso alimentar minha esperança???

 

E... como será que as pessoas pensam e enxergam isso? 

Milhares de jovens se inscrevem no ENEM. O que será que leva esses jovens a darem esse passo? 

Esperança? 

Sonhos?

Penso que os dois juntos: a esperança de realizar seus sonhos...

 

Essa esperança move anualmente os jovens a escolherem suas carreiras, que eles imaginam, será a garantia de um futuro de realizações. Procuram cursos técnicos profissionalizantes, faculdades, pós-graduação, doutorado e vai... Os sonhos, os desejos nos movem.

Acordamos todos os dias impelidos a tentar, e tentar de novo. 

Impossível? Quem lembra da famosa frase do poeta francês Jean Cocteau? "não sabendo que era impossível ele foi lá e fez".

 

O desejo de realizar o impossível arrebata! É só olhar pra nossa história, e se admirar com tudo que o ser humano criou através dos tempos, perseguindo... sonhos. 

Se você acha que conhece o significado da palavra SONHO, não deixe de conhecer a história do visionário Abraham George. Um empresário hindu-americano, fundador da The George Foundation (TGF).

 

 

Em 1997 ele inaugurou um ambicioso projeto criando a Shanti Bhavan ou Casa da Paz em Bangalore na India. Nesse país, oficialmente não existe mais o sistema de castas, mas na prática ele existe porque culturalmente uma parte do povo indiano se considera inferior. Dalit são os intocáveis. Se designam assim, porque acreditam que o simples fato de serem tocados transformará a outra pessoa também em um ser inferior ou "impura".

As pessoas de castas diferentes não podem se casar, e não existe a possibilidade de ascender. Uma vez inferior sempre inferior, casando com outro inferior, gerando filhos inferiores... 

Qual foi o projeto da fundação George? Pegar um único filho de cada família nessa situação, educa-los desde os 4 anos de idade nessa "casa escola" e transformar suas vidas a partir da educação e do conhecimento, para que elas funcionem como multiplicadores dessa transformação em suas famílias e comunidades.

É grandioso, não é?

E precisam realizar isso, sem que as crianças sejam excluídas em seu ambiente familiar, para isso elas terão que aprender inglês e pelo menos 2 dialetos, o tâmil e o hindi. A comunicação é o fio condutor dessa transformação. 

 

A série acompanha o desenvolvimento do ciclo completo de formação de 5 meninas (embora o sistema da escola seja misto), da alfabetização à universidade. Seus conflitos internos e externos, dores, dúvidas, tristezas... dramas. Escolheram meninas para acompanhar porque a situação delas (e de suas mães) dentro da família e da comunidade é muito mais precária, por razões socioculturais e religiosas.

 

Expõem a realidade deles, nua e crua. Os prós e os contras de cada escolha que precisaram fazer para levar o programa adiante.

 

Mostram o sofrimento do próprio George que entrou em depressão e teve ataques de pânico, quando quase teve que fechar a Shanti Bhavan em 2008 por falta de recursos... o carinho e o carisma do filho dele Ajit, que abraça a causa do pai, e segue em frente na captação de verbas para manutenção do projeto. 

 

E por que essa história é importante, afinal se passa lá na Índia? 

 

Bem, ela é um exemplo documentado de transformação, de disrupção. Da visão de um homem que podia muito bem ter ficado nos EUA, quietinho e acomodado com sua fortuna, mas que resolveu fazer a diferença. Resolveu que sua vida precisava de um propósito além de juntar dinheiro. Que a sua missão era iniciar essa transformação, e que a vida dessas pessoas nunca mais seriam as mesmas, porque a educação as mudariam para sempre.

 

Enfim uma saga imperdível, um choque cultural. 

 

Esse espetacular documentário está disponível no Netflix com o nome de "Daughters of destiny". Não deixe de assistir. 

 

Sou uma apaixonada pelo tema educação, e pelo poder e responsabilidade que vem junto com o conhecimento. Tudo muda a partir do nosso estado de consciência, e do empoderamento que ele provoca. Falamos aqui com frequência das mudanças que a tecnologia está promovendo no mercado de trabalho, e precisamos cada vez mais qualificar nossos jovens para que eles tenham oportunidades no futuro... que já começou.

 

Teremos cada vez menos vagas de apertar parafusos... As crianças de agora nascem num mundo smart e touch... precisam aprender a linguagem da programação e o inglês, de preferência já na primeira infância... num processo tão natural e intuitivo como foi aprender a andar.

 

 

Será cada vez mais desafiador ensinar e conquistar essa audiência. Eles precisam de contextualização pra experiência do conhecimento ser lúdica e interessante. Afinal quando vamos mostrar a eles para que serve a equação do 2o grau, qual a utilidade das matrizes, que a química está por todo lado, e ensinar a importância da filosofia no dia a dia em vez focar na história dos filósofos...??? 

 

Os milenares chegaram e precisamos transformar a ida para escola num evento excitante em vez de uma rotina chata e obrigatória. Impossível? Não, não é impossível, mas é realmente desafiador. E para essa revolução acontecer precisamos da participação combinada dos pais e dos educadores. Cada um tem seu próprio script nessa novela: pais EDUCAM e ensinam. Os professores ENSINAM e educam. Gente é isso, educação de qualidade já, ou melhor, pra ontem! A importância do respeito ao próximo, essa vem de casa

 

E... acreditem, sonhos são impossíveis até que se tornam uma realidade, depende de nós, da nossa determinação em perseguir os caminhos para o conhecimento. 

A educação está para mim, obrigatoriamente em todos os caminhos possíveis para realizar qualquer que seja o SONHO

Não desista do seu, não importa o tamanho. De preferência sonhe GRANDE!

 

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