Talento já foi moeda

20/11/2017

 

E hoje uma commoditie!

 

Algumas coisas a gente sabe, intui, sente... Não tem explicação, ou melhor, não precisa ter. Simplesmente sentimos que gostamos de determinadas coisas e de outras não. 

Por exemplo, que tipo de música mais gosta de ouvir, que estilo de leitura, de vinho, de filmes, de arquitetura... ahh dá pra fazer uma lista infindável para tudo isso.

Por que adoro amora e detesto caqui? Sei lá... Absolutamente desnecessário explicar algumas coisas como o porquê de alguém se sentir animado ao ouvir rock, e deprimido ao ouvir ópera... ou vice versa... 

 

Eu, simplesmente tenho vontade de chorar de emoção quando vejo os trabalhos da Tomie Ohtake... aquilo tudo simplesmente fala comigo, tamanho, cores, texturas, formas... posso ficar horas em contemplação sem me sentir entediada... algo assim perto do que senti quando fiquei a poucos centímetros de um quadro de Matisse e de Van Gogh pela primeira vez. Em contra partida como me senti vazia e desconectada de algumas instalações da última vez que estive no MoMA. Bateu até frustração. 

 

Então outro dia assisti um TED fantástico que finalmente me deu uma pista sobre o que acontece dentro do nosso cérebro em relação a isso. Mais precisamente no córtex visual, quando estamos diante do "belo" que gostamos, e do "feio" que não. Ambos devidamente colocados entre aspas porque, graças a Deus, o belo e o feio tem referências diferentes para cada um de nós. Vive la différence!!!

  

 

 

  

 

Mas o fato é que junto com essa diversidade e no meio dela, temos a estatística. Essa ferramenta fantástica da matemática pode isolar padrões... estabelecer sua significância dentro da amostra e gerar dados que vão influenciar as decisões de campanhas de marketing, da assembleia legislativa, das prioridades de investimentos do governo, da aprovação de uma medicação, ou a próxima modificação do Iphone... 

 

TUDO basicamente passa pela análise de comportamento do consumidor, do usuário, do eleitor... com ferramentas de monetização cada vez mais poderosas, quantos dados sobre o nosso comportamento o Google e o FB são capazes de listar? 

Nosso cérebro, essa incrível e fantástica caixinha de surpresas é único, eis o motivo da necessidade de nos agrupar segundo padrões. Descobriram que diante de algo "belo", nosso cérebro acende a área do prazer e da recompensa feito uma árvore de natal. Em contrapartida quando estamos diante de algo que consideramos "feio" reluz a área do medo. 

 

Quem não deseja passar horas curtindo prazer em vez de medo?

 

Então qual o principal objetivo das campanhas de venda, se não o de provocar e proporcionar prazer e te deixar receptivo a ponto de querer comprar, inclusive o que você não precisa."

 

 

Esse estudo fez com que até mudasse um pouco minha opinião sobre a ditadura da beleza imposta pelas mídias através do marketing. Sinceramente ficava irritada diante do massacre de imagens com modelos "perfeitas" e magérrimas, impondo um ideal de belo intangível, inalcançável... que provocou uma escalada no percentual de distúrbios como anorexia nas últimas décadas... 

 

""Sobre isso, recentemente foi aprovada uma lei na França, exigindo que as imagens utilizadas em campanhas publicitárias indiquem se passaram por edição tipo Photoshop.

 

Pessoas de verdade, salvo algumas raríssimas exceções, possuem ruguinhas, celulite e estrias...

 

não sei dizer o impacto disso no trabalho dos profissionais de imagem, mas me pareceu uma tentativa no sentido de humanizar as publicações. Vamos acompanhar os desdobramentos dessa decisão.”” 

 

Retornando às pesquisas sobre o impacto do belo e nossa zona de prazer no cérebro, a ciência pode explicar muito dos mais diversos e combinados tipos de comportamento humano a partir daí. 

 

Outro dia assistindo um programa de entrevistas, respondi de bate pronto, a seguinte pergunta: O que move o mundo? A ESTATÍSTICA gritei!

 

Não estou exagerando não, pensa aí se estou errada e me fala... 

 

Acabei de ler um livro chamado "Descubra seus pontos fortes". Adivinha! O livro é totalmente baseado em comparativos de estatística do Instituto Gallup. 

O estudo analisou padrões de comportamento e classificou 34 talentos principais entre as pessoas que responderam seus testes e entrevistas.

 

Mais ainda, montaram um teste que identifica os 5 talentos latentes mais fortes de uma pessoa a partir das análises dos padrões e afirmam que reside aí o segredo do sucesso de líderes e gestores de destaque. 

Essas pessoas possuem a capacidade de usar com maestria a combinação desses talentos para atingir suas metas e conquistar seus objetivos. 

 

É o que chamamos de AUTOCONHECIMENTO. 

 

Sabe aquela história de trabalhar para melhorar as fraquezas??? Pura perda de tempo!!

 Ainda de acordo com estudos, e eu concordo baseado na minha prática, que as fraquezas a gente apenas melhora ao ponto de nos tirar da zona de prejuízo. O que é isso? Que uma fraqueza não pode ser tão ruim a ponto de prejudicar um talento. 

 

Um exemplo para ficar mais fácil a compreensão: Imagine que alguém tenha o talento do COMANDO. Opa, seu nome é ação, atitude. É o que chamamos de locomotiva de um grupo. Mas suponhamos que a COMUNICAÇÃO, seja uma fraqueza desse mesmo indivíduo. Aquela pessoa meio ogra, ríspida, talvez tímida, e que portanto comunica mal e intimida os outros.

Bem, se a comunicação é uma fraqueza, ela precisará se esforçar para sair da zona de prejuízo ou terá sérios problemas para liderar uma equipe ou dela fazer parte. Faz sentido?

 

Trabalho já há algum tempo tentando mostrar para as pessoas que o autoconhecimento é um grande trunfo ao nosso alcance.

 

Quando possuímos consciência dos nossos pontos fortes, e claro dos fracos, podemos utilizar isso a nosso favor, em prol da nossa eficiência, e não estou aqui me referindo só a trabalho, estou falando de vida, de tornar a nossa vida mais fácil e a de quem podemos alcançar.

 

Verifique se você não fica empacado demais tentando melhorar aquilo em que você é fraco. Se acessarmos lembranças da infância identificamos rapidamente como construímos esse comportamento... quando a gente chegava com o boletim, nossos pais passavam mais tempo elogiando as notas boas ou dando bronca e cobrando o que iria ser feito para melhorar as ruins??? 

 

Não tem muito como fugir disso, e desnecessário culpar nossos pais né... assim surge o padrão de tentar e tentar melhorar naquilo que não somos muito bons, e outros que sequer percebemos.

 

Mas como melhorar uma característica, uma competência que você é muito ruim ou não tem? Fazer o que nos desagrada não traz satisfação, não dá prazer... e como conseguimos evoluir muito pouco naquilo que não gostamos o resultado é FRUSTRAÇÃO.

 

Cria-se um círculo vicioso e não virtuoso. 

 

Fato é que num determinado momento da vida, nossa base mental está constituída, e a partir daí é trabalhar o autoconhecimento. Se permanecermos tentando reduzir os prejuízos, a autoconfiança, essa companheira inseparável da autoestima, que vem quando finalmente nos aceitamos como somos, não chegará nunca. Quando não construímos a autoconfiança, todo o resto fica muito frágil. 

 

Esse já era o fundamento do meu trabalho a partir da psicologia positiva, mas adorei ver a coisa toda colocada assim em base estatística.

 

Gente eu amo matemática. Sabe por que? Não tem argumento contra dados e fatos. Os números muitas vezes falam por si. Tudo fica simples. 

 

Bem, fiz o teste do livro e na lista dos meus 5 "poderosos" talentos está a INDIVIDUALIZAÇÃO. Na verdade, o teste só confirmou o que eu já sabia. Sempre procurei enxergar as pessoas para além do que elas mostram, seus sinais corporais, suas reações e principalmente o que as faziam sorrir. 

 

Meu grande laboratório? Meus filhos... para mim ficava claro que a comunicação tinha que ser direcionada e específica. Cada pessoa decodifica de uma forma e o que funciona para uma, não funciona para outra. Um simples olhar de desaprovação era suficiente pra um, o outro precisava de uma conversa, às vezes um "castigo". Um adorava ser desafiado, esse era o seu motor, o outro uma usina de energia sempre a procura de aprovação e premiação rsrs... 

 

Enfim aprendemos muito com tudo... nossa vida é uma grande EXPERIÊNCIA em progresso e isso é extraordinário e me enche de animação!!!

 

Esse livro pode ser de grande valia para gestores e pessoal de RH, e também creio que possa ajudar muitas pessoas e jogar luz sobre os talentos, especialmente naquele que se encontra meio perdido. Quer ver? 

 

 

Se você respondeu fraqueza pode estar perdendo muito tempo e se frustrando repetidas vezes sem alcançar resultados satisfatórios, investindo tempo e dedicação no lugar errado. Por falar nisso gente, quem quer obter apenas resultados satisfatórios??? 

Quer fazer a diferença, quer se destacar em algo?

Então é mergulhar de cabeça nos talentos, nos nossos temas preferidos... de preferência hoje, já!

Compartilhar no Facebook
Curta este post
Please reload

Posts Em Destaque

Mais um fim de ano se passou

06/01/2020

1/10
Please reload

Posts Recentes
Please reload

Arquivo
Please reload

Procurar por tags